segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Leia as Placas

Aos poucos vou parando
Não sei o que é isso me puxando
Talvez uma pancada me derrubando
Ou uma mão me levantando

Num céu turvo
As estrelas brilham foscas
Mas que destino curvo!
Das ondas que me tiram as forças

E se eu for ao topo,
e não conseguir voltar?
Dessa vida,só tenho meu coração oco
Que talvez tenha espaço para amar

Da Areia,para a primeira página
Dos cinco,quatro caminharam
Ao fundo pensei em chegar
Espera,estou a me afogar?

Agora,não consigo parar de pensar
Que voltei para a estaca-zero,no meio do mar
Todo um poderio derrubado por uma simples onda
Um simples quadro natural,de aparência longa

Este momento me renderia um belo poema
Isso se eu pudesse escrever..
Ah doce vida bohemia!
Que me ensinou que com os olhos,eu devo ver

Mas oque tem para ver aqui em baixo?
é tudo escuro,só enxergo as bolhas da minha vida
Subindo como um riacho
acho que cheguei aqui só com um ticket de ida

Sem sirenes,Sem choros
Apenas o silêncio ocioso
De um grande titã azul
Que me tirou a vida por um descuido glorioso.


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