sábado, 30 de outubro de 2010

A Caminhada

Mecanicamente,Passos são formados
De forma cínica,como você diz que são amados
Meus braços sempre estão abertos
Pois quero as borboletas voando aos meus lados

Botando meu coração em uma mira certa
Será que vale mesmo apena?
Dias assim,eu sempre me perco por ai
Pode não parecer,mas eu sou tão oco quanto a um bambu

Erradicando todas as possibilidades
Por que eu iria investir?
Eu não vejo motivos pra não sorrir
Mas também não vejo motivos para ir

Apenas por agora,você me disse
Me segure forte,você sussurrou
Me abrace,você gritou
Mas onde eu estava?você não se perguntou

As vezes penso que é melhor ir embora
Já é tarde,e não sinto mais nada à essa hora
Só quero caminhar,e pensar
nas coisas que realmente finjo sonhar

Odeio me sentir assim,não quero ficar assim
Preciso de umas curas,longe de todas essas ruas
Que me prendem a essas repetições
Abatendo até a ultima das minhas pulsações

Fique calmo,não perca o controle
e difícil quando seu corpo começa a se mexer
e você só quer correr,correr e correr
acho que faço isso só pra não te ver

Eu não preciso disso
Só quero viver a vida com um pouco de integridade
Eu não preciso disso
Só quero viver a vida com aquilo que acredito,dando sempre um pouco da minha solidariedade
Eu não preciso disso
Só quero viver a vida com as boas memórias que você me trouxe

Não quero me sentir assim
Não quero me sentir sozinho todas as noites
Não quero viver pensando em estar sem você.


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Emergir

E tão atraente a forma que brilha no topo
Luzes refletindo meu eu oco
Tão azul tudo que vejo abaixo
Que chega a ficar negro

Enquanto eu tento não respirar
afundando nesse profundo azul que se espalha
por todo meu corpo,e os corais que fazem uma malha
tão linda,a vontade é de ficar nesse túmulo de rochas vivas

Tremendo de distúrbios físicos a pergunta fica
Por que não me deixaram lá?
Me falaram para respirar
Mas a tentação de me perder nesse mar é maior do que a de viver com ar

Flutuando num ar molhado
Quebrando as montanhas enquanto giro meus braços
inspirando,criando as ondas intermináveis com meus laços
que já estão quebrados,com meus olhos armados..

Eu continuo a afundar,expirando todas as nuvens que alegram seu dia
Não preciso de um resgate,tente me convencer com seu debate
se é que você tem um..
então,se não tem nada pra me dizer,apenas deixe-me descer..

As profundezas desse belo azul
que aos poucos vai ficando escuro
até não restar mais nada
além de meus pensamentos

tão azul,tão lindo
tão repentino,a forma que vou indo
eu parei de ligar,eu parei de me importar,eu deixei de amar
o que você dizia precisar,o que você dizia procurar
não sou eu,e me deixo levar,pelas ondas do mar.



terça-feira, 19 de outubro de 2010

87

A fumaça distante já salvou vidas
para cada fogo que foi aceso nas minhas idas
a mundos cotidianos e avenidas
sempre passei procurando por você

Ninguém está com raiva,apenas com medo
Para essas ondas mortas eu aponto meus dedos
Quero dar vida ao mar morto,enquanto de joelhos me cai uma floresta chuvosa
E girando meus braços,vou fazendo montanhas nevosas

As nuvens que eu toco pelo céu,
me dão um senso de liberdade que tem gosto de mel
Mas nada tem o gosto dos seus lábios
Não consigo evita-los mesmo com as palavras de sábios

As vezes eu acendo uma fogueira para salvar o mundo
Um pouco de claridade nas nossas mentes não faz mal..
Ninguém está com raiva,apenas com medo
e para essas ondas mortas eu aponto meus dedos

Nas ruas que me perseguem procuro te encontrar
Mas não consigo te achar
A unica esperança que preciso é guardar a sua memória no meu lembrar
Para eu poder continuar a andar,a te procurar,a te amar.

Parando para pensar,não faz tanto sentido assim
Seguir a vida de um jeito que só digo sim
Mas não ligo,por que eu sei
Que desse jeito,em você não vou parar de pensar
E assim eu passo a imaginar um novo amanhã

Desci do céu,vim para terra,só para te buscar,e voltar para cima.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Rotina

Me chame de mentiroso
De duque,ou de um tolo
Mas me cante uma canção de prosperidade
Assim te dou minha sinceridade

Eu tive um pesadelo
Sozinho eu permaneceria
E ninguém me salvaria
Numa casa solitária num vale eu viveria

Começo a acreditar que é verdade
Pois continuo numa canoa de solidão
Será que vai ser sempre assim com meu coração?
Não consigo enxergar o contrário

È dificil me lembrar
quando você me mostrou seu afeto
tudo que estava escuro se perdeu
e eu me sentia quente,em casa

Como uma estrela que brilha
Minha solidão vai se tornando uma ilha
E você se torna o barco de saída
que sempre me resgata na hora certa

Eu queria não gostar
seria tão mais fácil
Mas meu amar,contigo sempre vai estar
Se você não o quiser,eu só tenho a lamentar
Pois no final é a consciência sozinha que me entende
È ela que fica comigo quando sua falta me atende

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Mementos e Lástimas

Lástimas irrelevantes
São sempre bem vindas em noites deslumbrantes
E bem escutadas nos ouvidos de pessoas equidistantes
Mas se escutar as vezes é tão difícil quanto se amar

Vento de tantas penumbras
Será que sempre guardará suas lágrimas?
Um Lamento solitário é triste o suficiente
Para chamar minha atenção
Mas as vezes,temos que acompanhar somente nosso coração

Todos os dias,vivo pensando em ti
Será que penso atoa?um memento que não revela uma boa?
Passando por tantos postes,da onde essa luz vem?
Trago lembranças,envolvidas por cuidadosas membranas
Pois esquecer é algo que não vou fazer

Superar sempre foi o caminho certo.

È sempre tão repetitivo,a forma que a vida me traz as coisas
E por isso a tristeza me persegue,mas ai uma luz distinta e solitária me atinge
E tudo volta as aguas que me fazem sorrir
Continuar um caminho sozinho não é fácil

Por isso todas as noites
Levo meus amigos comigo
Nas memórias,nas vitórias,nas derrotas
E todo o resto,eu deixo para segundo plano
Pois amizade,é o que me mantém em pé

Assim como o amor,é a coisa mais pura
Até quebrar o seu coração
E te fazer perder toda a noção
de como foi boa sua paixão.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Meus Desejos

A vida é repleta de cenas,
Roteiros e cinemas
e eu pensando nas dezenas
de passos que já passam de centenas

Muitas Centelhas
Que formam uma nuvem de ovelhas
que se perdendo me trouxe tantas letras
e escrevendo,me percebo cercado de folhas

O Fluxo intenso de sentimentos
Se desprendendo como sedimentos
Em cada palavra que te digo,digo adeus aos tormentos
Mas só vejo a felicidade no fim de teus lamentos

A caverna de sentimentos e pensamentos
se chama cérebro e coração,distintos
porém em dependência um do outro
Tentando encontrar respostas,meu cérebro superaquece
E tentando ficar em silêncio absoluto,meu coração bate e me lembra como é estar com você

Para mim ja é fácil sonhar
Não precisar ver para crer
e no céu azul a observar,me ponho a imaginar
Como é bom com você estar
no nosso amor eu me arrisco a acreditar

A vida traz pessoas a centenas
Mas nem todo mundo percebe suas cenas
E no final meu coração bate como centelhas
Querendo chegar até você só para
em meus braços tê-la.