sexta-feira, 13 de abril de 2012

É um Jornal Romance

Escutar uma poesia
Através da escrita
Tem um grau de dura delicadeza
Mas é essa mesma a beleza

Interpretar uma trova
Não se dá aos risos
Mas a que cunho ela se joga
E se arremessa,de forma a deixar textos lisos

Minha penitência vem de minha vivência
Tristemente é verdade,nem tudo que digo,sinto
Não se iluda,quando eu sorrir
Pois é no inicio da noite,que com as estrelas converso,caso você queira vir,

Traga seus problemas,falemos deles
Achemos soluções que estão bem na sua frente
E não tenha medo,lhe cobrirei todas as vezes,
Que você não estiver confiante em suas sementes

Ambos temos nossas promessas
Mas eu escolho guarda-las até poder satisfazer-las
Não é culpa de ninguém,eu andar sozinho pelas travessas
É o meu jeito de evitar lágrimas geradas por minha causa

De rimas e esboços
Eu escrevo,muitos trambolhos
No início,esperava a crítica
Mas depois,eu percebi que a poesia é viva

Não precisa de platéia;não precisa de ego
Só precisa de um leitor,mesmo que seja cego
Alguém que chegue a entender,e não esqueça tudo
Uma pessoa que consegue ver,as palavras,a se mexer,num dançar,ao anoitecer

Pessoas assim tem talento
E talvez,sejam íntimas do sofrimento
que veio o poeta a ter
Para uma bela poesia,Escrever

e no meio de trovas,ou de escritas
Você entender.